Jovem a conversar durante uma sessão de grupo
Áreas de Intervenção · Grupos de autonomia e transição para a vida adulta

Grupos de autonomia e transição para a vida adulta

Grupos de promoção da autonomia e transição para a vida adulta (adolescentes)

Uma equipa de 14 profissionais pronta a acompanhar o seu caminho

Preparar os desafios da vida adulta

No Projeto SER, os grupos de autonomia ajudam adolescentes e jovens a preparar os desafios da vida adulta.

Tomar decisões, organizar tarefas e comunicar em novos contextos são competências que se podem trabalhar em conjunto, com espaço para experimentar e ganhar confiança.

Uma terapeuta da fala e uma psicóloga acompanham o grupo, ajustando as atividades às necessidades dos participantes e às situações que encontram no dia a dia.

O que são os grupos de autonomia e transição para a vida adulta?

Coorientados por uma terapeuta da fala e uma psicóloga, estes grupos destinam-se a adolescentes e jovens que necessitam de apoio no desenvolvimento da autonomia, da participação social e das competências necessárias para a transição para a vida adulta. O objetivo é promover competências funcionais que facilitem uma participação mais autónoma, segura e confiante nos diferentes contextos do quotidiano.

A intervenção centra-se na planificação, na organização, na tomada de decisão, na resolução de problemas e na aplicação funcional das competências no dia a dia. O trabalho é desenvolvido de forma prática e progressiva, recorrendo às relações estabelecidas no grupo como contexto de aprendizagem, experimentação e crescimento.

Sempre que os objetivos terapêuticos o justificam, são realizadas atividades em contextos naturais da comunidade - permitindo generalizar as competências trabalhadas em sessão e enfrentar, de forma gradual e acompanhada, os desafios da vida diária.

SINAIS DE ALERTA

Quando considerar este grupo terapêutico?

Os motivos de encaminhamento para um grupo terapêutico centrado na autonomia e na transição para a vida adulta são diversos, e a indicação resulta sempre de uma avaliação clínica individualizada.

Ainda assim, há sinais que podem justificar essa avaliação.

  • Dificuldade em planear, organizar e executar tarefas de forma autónoma

  • Dificuldade na resolução de problemas do quotidiano e na tomada de decisões em situações próprias da sua faixa etária

  • Dificuldade na gestão de pertences pessoais, dinheiro ou outros recursos do quotidiano

  • Necessidade de apoio frequente para realizar atividades de vida diária ou para generalizar competências já adquiridas a diferentes contextos

  • Dificuldade em compreender as exigências dos diferentes contextos sociais e em ajustar o comportamento de forma adequada

  • Ansiedade ou insegurança na realização de tarefas do dia a dia ou na interação com outras pessoas em contextos comunitários

A presença de um ou mais destes sinais não implica, por si só, a necessidade de intervenção em grupo. A decisão é ponderada em conjunto com a família e com os restantes profissionais que acompanham o jovem, tendo em conta o seu perfil funcional e os objetivos de intervenção definidos.

Reconhece alguns destes sinais? O primeiro passo é sempre uma conversa.

Fale connosco

Como funciona o processo?

Desde o primeiro contacto até às sessões semanais, cada passo é pensado para que a criança ou o jovem - e a sua família - se sintam acompanhados ao longo de todo o percurso:

  1. Encaminhamento ou primeiro contacto

    O encaminhamento pode partir de médicos, psicólogos, terapeutas ou outros profissionais de saúde, ou ser proposto pela equipa que já acompanha a criança - como complemento ao acompanhamento individual ou como etapa seguinte do seu percurso. A família também nos pode procurar diretamente.

  2. Avaliação individual

    A integração num grupo resulta sempre de uma avaliação clínica individualizada, que tem em conta as características da criança ou do jovem, os seus objetivos terapêuticos e a adequação da dinâmica do grupo às suas necessidades.

  3. Sessões semanais

    As sessões têm a duração aproximada de 50 minutos, em horário definido com as famílias. Decorrem semanalmente, de setembro a junho, acompanhando o ano letivo.

  4. Envolvimento da família e articulação

    A família é parte ativa do processo e participa em momentos de partilha. Existe ainda um trabalho de articulação individual com cada família e, sempre que necessário, com a escola.

Quem acompanha este percurso

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Quer saber se o grupo terapêutico é o apoio certo?

Seja para si, para o seu filho ou para alguém de quem cuida, ajudamos a esclarecer as suas dúvidas e a perceber se um grupo terapêutico é o apoio mais adequado. O primeiro passo é uma conversa - a partir daí, definimos juntos o caminho que faz mais sentido.