
Cátia Correia
NeuropsicologiaPsicologia Clínica

NeuropsicologiaPsicologia Clínica
Cátia Correia
Psicóloga Clínica, Neuropsicóloga e Apoio à Coordenação
Cédula Profissional nº 23579
Quinta das Conchas, Entrecampos

Grupos de promoção da autonomia e transição para a vida adulta (adolescentes)
No Projeto SER, os grupos de autonomia ajudam adolescentes e jovens a preparar os desafios da vida adulta.
Tomar decisões, organizar tarefas e comunicar em novos contextos são competências que se podem trabalhar em conjunto, com espaço para experimentar e ganhar confiança.
Uma terapeuta da fala e uma psicóloga acompanham o grupo, ajustando as atividades às necessidades dos participantes e às situações que encontram no dia a dia.
Coorientados por uma terapeuta da fala e uma psicóloga, estes grupos destinam-se a adolescentes e jovens que necessitam de apoio no desenvolvimento da autonomia, da participação social e das competências necessárias para a transição para a vida adulta. O objetivo é promover competências funcionais que facilitem uma participação mais autónoma, segura e confiante nos diferentes contextos do quotidiano.
A intervenção centra-se na planificação, na organização, na tomada de decisão, na resolução de problemas e na aplicação funcional das competências no dia a dia. O trabalho é desenvolvido de forma prática e progressiva, recorrendo às relações estabelecidas no grupo como contexto de aprendizagem, experimentação e crescimento.
Sempre que os objetivos terapêuticos o justificam, são realizadas atividades em contextos naturais da comunidade - permitindo generalizar as competências trabalhadas em sessão e enfrentar, de forma gradual e acompanhada, os desafios da vida diária.
Os motivos de encaminhamento para um grupo terapêutico centrado na autonomia e na transição para a vida adulta são diversos, e a indicação resulta sempre de uma avaliação clínica individualizada.
Ainda assim, há sinais que podem justificar essa avaliação.
Dificuldade em planear, organizar e executar tarefas de forma autónoma
Dificuldade na resolução de problemas do quotidiano e na tomada de decisões em situações próprias da sua faixa etária
Dificuldade na gestão de pertences pessoais, dinheiro ou outros recursos do quotidiano
Necessidade de apoio frequente para realizar atividades de vida diária ou para generalizar competências já adquiridas a diferentes contextos
Dificuldade em compreender as exigências dos diferentes contextos sociais e em ajustar o comportamento de forma adequada
Ansiedade ou insegurança na realização de tarefas do dia a dia ou na interação com outras pessoas em contextos comunitários
A presença de um ou mais destes sinais não implica, por si só, a necessidade de intervenção em grupo. A decisão é ponderada em conjunto com a família e com os restantes profissionais que acompanham o jovem, tendo em conta o seu perfil funcional e os objetivos de intervenção definidos.
Reconhece alguns destes sinais? O primeiro passo é sempre uma conversa.
Fale connoscoDesde o primeiro contacto até às sessões semanais, cada passo é pensado para que a criança ou o jovem - e a sua família - se sintam acompanhados ao longo de todo o percurso:
O encaminhamento pode partir de médicos, psicólogos, terapeutas ou outros profissionais de saúde, ou ser proposto pela equipa que já acompanha a criança - como complemento ao acompanhamento individual ou como etapa seguinte do seu percurso. A família também nos pode procurar diretamente.
A integração num grupo resulta sempre de uma avaliação clínica individualizada, que tem em conta as características da criança ou do jovem, os seus objetivos terapêuticos e a adequação da dinâmica do grupo às suas necessidades.
As sessões têm a duração aproximada de 50 minutos, em horário definido com as famílias. Decorrem semanalmente, de setembro a junho, acompanhando o ano letivo.
A família é parte ativa do processo e participa em momentos de partilha. Existe ainda um trabalho de articulação individual com cada família e, sempre que necessário, com a escola.
Seja para si, para o seu filho ou para alguém de quem cuida, ajudamos a esclarecer as suas dúvidas e a perceber se um grupo terapêutico é o apoio mais adequado. O primeiro passo é uma conversa - a partir daí, definimos juntos o caminho que faz mais sentido.