Crianças a participar numa atividade de grupo com um paraquedas colorido
Áreas de Intervenção · Grupos de intervenção emocional e comportamental

Grupos de intervenção emocional e comportamental

Grupos de intervenção terapêutica nas áreas emocional e comportamental (crianças e adolescentes)

Uma equipa de 14 profissionais pronta a acompanhar o seu caminho

Compreender, sentir e relacionar-se com outros

No Projeto SER, os grupos de intervenção ajudam crianças e jovens a compreender o que sentem e a relacionar-se com os outros.

Num grupo acompanhado por uma psicomotricista e uma psicóloga, as crianças e os jovens encontram espaço para expressar emoções, lidar com a frustração e experimentar novas formas de agir.

O corpo, o movimento e a relação com os pares fazem parte do trabalho, num ambiente estruturado e ajustado às necessidades de cada participante.

O que são os grupos de intervenção emocional e comportamental?

Coorientados por uma psicomotricista e uma psicóloga, estes grupos destinam-se a crianças e jovens que beneficiam de um contexto terapêutico grupal para a exploração e intervenção em dificuldades emocionais, comportamentais e relacionais - agitação, desorganização emocional, baixa tolerância à frustração ou retraimento na relação com os outros.

Num ambiente seguro, estruturado e de confiança, os participantes são incentivados a construir relações interpessoais significativas, que favorecem a partilha de experiências, a reflexão e o desenvolvimento de novas formas de compreender e gerir as suas emoções e comportamentos.

O corpo e o movimento assumem um papel central nesta intervenção, enquanto meios privilegiados de expressão, comunicação e autorregulação. Através da experiência corporal e relacional, promove-se uma maior consciência de si, a integração das experiências vividas e o desenvolvimento de estratégias mais adaptativas de funcionamento emocional e comportamental.

SINAIS DE ALERTA

Quando considerar este grupo terapêutico?

Os motivos de encaminhamento para um grupo terapêutico centrado nas dificuldades emocionais e comportamentais são diversos, e a indicação resulta sempre de uma avaliação clínica individualizada.

Ainda assim, há sinais que podem justificar essa avaliação

  • Agitação motora persistente e dificuldade em acalmar-se ou autorregular-se

  • Explosões emocionais frequentes ou de elevada intensidade

  • Baixa tolerância à frustração e dificuldade em partilhar, esperar pela sua vez ou aceitar as escolhas dos outros

  • Dificuldades na relação com os pares, com crianças mais novas ou com adultos

  • Inibição ou evitamento na relação com os outros

  • Dificuldade em expressar as suas necessidades, opiniões ou preferências

  • Dificuldades na organização do pensamento, do comportamento ou da ação

  • Episódios frequentes de tristeza intensa ou alterações persistentes do humor

A presença de um ou mais destes sinais não significa, por si só, que exista uma perturbação. A participação num grupo terapêutico é sempre ponderada de forma individualizada, em articulação entre a família, a equipa terapêutica e, sempre que pertinente, os restantes profissionais que acompanham a criança ou o jovem - para garantir que esta é a resposta mais adequada às suas necessidades.

Reconhece alguns destes sinais? O primeiro passo é sempre uma conversa.

Fale connosco

Como funciona o processo?

Desde o primeiro contacto até às sessões semanais, cada passo é pensado para que a criança ou o jovem - e a sua família - se sintam acompanhados ao longo de todo o percurso:

  1. Encaminhamento ou primeiro contacto

    O encaminhamento pode partir de médicos, psicólogos, terapeutas ou outros profissionais de saúde, ou ser proposto pela equipa que já acompanha a criança - como complemento ao acompanhamento individual ou como etapa seguinte do seu percurso. A família também nos pode procurar diretamente.

  2. Avaliação individual

    A integração num grupo resulta sempre de uma avaliação clínica individualizada, que tem em conta as características da criança ou do jovem, os seus objetivos terapêuticos e a adequação da dinâmica do grupo às suas necessidades.

  3. Sessões semanais

    As sessões têm a duração aproximada de 50 minutos, em horário definido com as famílias. Decorrem semanalmente, de setembro a junho, acompanhando o ano letivo.

  4. Envolvimento da família e articulação

    A família é parte ativa do processo e participa em momentos de partilha trimestrais. Existe ainda um trabalho de articulação individual com cada família e, sempre que necessário, com a escola.

Quem acompanha este percurso

Conheça também

Quer saber se o grupo terapêutico é o apoio certo?

Seja para si, para o seu filho ou para alguém de quem cuida, ajudamos a esclarecer as suas dúvidas e a perceber se um grupo terapêutico é o apoio mais adequado. O primeiro passo é uma conversa - a partir daí, definimos juntos o caminho que faz mais sentido.