Criança a explorar bolas com expressões e um desenho numa atividade sobre emoções
Áreas de Intervenção · Grupos de promoção de competências socioemocionais

Grupos de promoção de competências socioemocionais

Grupos de promoção de competências socioemocionais (crianças e adolescentes)

Uma equipa de 14 profissionais pronta a acompanhar o seu caminho

Comunicar, cooperar e gerir emoções

No Projeto SER, os grupos de competências socioemocionais ajudam crianças e jovens a comunicar, cooperar e gerir emoções

Através do jogo, do movimento e de atividades expressivas, cada participante pode praticar formas de comunicar, resolver conflitos e lidar com o que sente.

Uma psicomotricista e uma psicóloga acompanham este trabalho em grupo, criando oportunidades para levar essas competências para a escola, a família e o dia a dia.

O que são os grupos de competências socioemocionais?

Dinamizados por uma psicomotricista e uma psicóloga, estes grupos destinam-se a crianças e jovens que beneficiam de um contexto estruturado para desenvolver competências sociais, emocionais e relacionais - comunicar, cooperar, resolver conflitos e relacionar-se com os pares. O foco está no treino e na aquisição de competências, mais do que na resolução de dificuldades já instaladas.

Recorrendo ao movimento, ao jogo e a atividades expressivas e rítmicas, os participantes são convidados a explorar o reconhecimento e a expressão das emoções, a comunicação, a cooperação, a flexibilidade e a resolução de problemas, num ambiente previsível, seguro e promotor de aprendizagem.

Esta modalidade pode ser particularmente benéfica para crianças e jovens com dificuldades na interação social, incluindo Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) ou outras condições do neurodesenvolvimento, sendo a intervenção sempre adaptada aos objetivos de cada grupo.

SINAIS DE ALERTA

Quando considerar este grupo terapêutico?

Os motivos de encaminhamento para um grupo terapêutico centrado no desenvolvimento de competências socioemocionais são diversos, e a indicação resulta sempre de uma avaliação clínica individualizada.

Ainda assim, há sinais que podem justificar essa avaliação.

  • Dificuldade em iniciar, manter ou participar em interações com os pares ou em contexto de grupo

  • Dificuldade em compreender e adaptar o comportamento aos diferentes contextos sociais

  • Dificuldade em reconhecer, compreender ou interpretar as próprias emoções e as dos outros

  • Dificuldade em expressar emoções, necessidades ou opiniões de forma ajustada à situação

  • Dificuldade em partilhar, cooperar ou respeitar regras e turnos nas interações

  • Dificuldade em compreender pistas sociais, como expressões faciais, gestos, linguagem não verbal ou intenções dos outros

  • Ansiedade significativa perante situações novas, mudanças de rotina ou contextos sociais menos previsíveis

A presença de um ou mais destes sinais não implica, por si só, a necessidade de intervenção em grupo. A decisão é ponderada em conjunto com a família e com os restantes profissionais envolvidos, tendo em conta as necessidades da criança ou do jovem e os objetivos terapêuticos definidos.

Reconhece alguns destes sinais? O primeiro passo é sempre uma conversa.

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Como funciona o processo?

Desde o primeiro contacto até às sessões semanais, cada passo é pensado para que a criança ou o jovem - e a sua família - se sintam acompanhados ao longo de todo o percurso:

  1. Encaminhamento ou primeiro contacto

    O encaminhamento pode partir de médicos, psicólogos, terapeutas ou outros profissionais de saúde, ou ser proposto pela equipa que já acompanha a criança - como complemento ao acompanhamento individual ou como etapa seguinte do seu percurso. A família também nos pode procurar diretamente.

  2. Avaliação individual

    A integração num grupo resulta sempre de uma avaliação clínica individualizada, que tem em conta as características da criança ou do jovem, os seus objetivos terapêuticos e a adequação da dinâmica do grupo às suas necessidades.

  3. Sessões semanais

    As sessões têm a duração aproximada de 50 minutos, em horário definido com as famílias. Decorrem semanalmente, de setembro a junho, acompanhando o ano letivo.

  4. Envolvimento da família e articulação

    A família é parte ativa do processo e participa em momentos de partilha trimestrais. Existe ainda um trabalho de articulação individual com cada família e, sempre que necessário, com a escola.

Quem acompanha este percurso

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Quer saber se o grupo terapêutico é o apoio certo?

Seja para si, para o seu filho ou para alguém de quem cuida, ajudamos a esclarecer as suas dúvidas e a perceber se um grupo terapêutico é o apoio mais adequado. O primeiro passo é uma conversa - a partir daí, definimos juntos o caminho que faz mais sentido.