
Ana Teresa Martins
Psicologia Clínica

Psicologia Clínica
Ana Teresa Martins
Psicóloga Clínica
Cédula Profissional nº 26125
Quinta das Conchas, Entrecampos

Grupos de promoção de competências socioemocionais (crianças e adolescentes)
No Projeto SER, os grupos de competências socioemocionais ajudam crianças e jovens a comunicar, cooperar e gerir emoções
Através do jogo, do movimento e de atividades expressivas, cada participante pode praticar formas de comunicar, resolver conflitos e lidar com o que sente.
Uma psicomotricista e uma psicóloga acompanham este trabalho em grupo, criando oportunidades para levar essas competências para a escola, a família e o dia a dia.
Dinamizados por uma psicomotricista e uma psicóloga, estes grupos destinam-se a crianças e jovens que beneficiam de um contexto estruturado para desenvolver competências sociais, emocionais e relacionais - comunicar, cooperar, resolver conflitos e relacionar-se com os pares. O foco está no treino e na aquisição de competências, mais do que na resolução de dificuldades já instaladas.
Recorrendo ao movimento, ao jogo e a atividades expressivas e rítmicas, os participantes são convidados a explorar o reconhecimento e a expressão das emoções, a comunicação, a cooperação, a flexibilidade e a resolução de problemas, num ambiente previsível, seguro e promotor de aprendizagem.
Esta modalidade pode ser particularmente benéfica para crianças e jovens com dificuldades na interação social, incluindo Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) ou outras condições do neurodesenvolvimento, sendo a intervenção sempre adaptada aos objetivos de cada grupo.
Os motivos de encaminhamento para um grupo terapêutico centrado no desenvolvimento de competências socioemocionais são diversos, e a indicação resulta sempre de uma avaliação clínica individualizada.
Ainda assim, há sinais que podem justificar essa avaliação.
Dificuldade em iniciar, manter ou participar em interações com os pares ou em contexto de grupo
Dificuldade em compreender e adaptar o comportamento aos diferentes contextos sociais
Dificuldade em reconhecer, compreender ou interpretar as próprias emoções e as dos outros
Dificuldade em expressar emoções, necessidades ou opiniões de forma ajustada à situação
Dificuldade em partilhar, cooperar ou respeitar regras e turnos nas interações
Dificuldade em compreender pistas sociais, como expressões faciais, gestos, linguagem não verbal ou intenções dos outros
Ansiedade significativa perante situações novas, mudanças de rotina ou contextos sociais menos previsíveis
A presença de um ou mais destes sinais não implica, por si só, a necessidade de intervenção em grupo. A decisão é ponderada em conjunto com a família e com os restantes profissionais envolvidos, tendo em conta as necessidades da criança ou do jovem e os objetivos terapêuticos definidos.
Reconhece alguns destes sinais? O primeiro passo é sempre uma conversa.
Fale connoscoDesde o primeiro contacto até às sessões semanais, cada passo é pensado para que a criança ou o jovem - e a sua família - se sintam acompanhados ao longo de todo o percurso:
O encaminhamento pode partir de médicos, psicólogos, terapeutas ou outros profissionais de saúde, ou ser proposto pela equipa que já acompanha a criança - como complemento ao acompanhamento individual ou como etapa seguinte do seu percurso. A família também nos pode procurar diretamente.
A integração num grupo resulta sempre de uma avaliação clínica individualizada, que tem em conta as características da criança ou do jovem, os seus objetivos terapêuticos e a adequação da dinâmica do grupo às suas necessidades.
As sessões têm a duração aproximada de 50 minutos, em horário definido com as famílias. Decorrem semanalmente, de setembro a junho, acompanhando o ano letivo.
A família é parte ativa do processo e participa em momentos de partilha trimestrais. Existe ainda um trabalho de articulação individual com cada família e, sempre que necessário, com a escola.
Seja para si, para o seu filho ou para alguém de quem cuida, ajudamos a esclarecer as suas dúvidas e a perceber se um grupo terapêutico é o apoio mais adequado. O primeiro passo é uma conversa - a partir daí, definimos juntos o caminho que faz mais sentido.